Dezessete de Abril: Brasil pede socorro

Hoje pode não ser ainda o “Dia D”, mas com certeza é uma daquelas datas que vai entrar para a história da República Federativa do Brasil.

Quinhentos e treze Parlamentares passaram a noite de sábado para domingo, se confrontando e argumentando em favor ou contra o Impeachment da Presidente Dilma Vanna Rousseff (PT).

Agora a pouco, exatamente às 14:00 horas, o Presidente da Câmara dos Deputados – Deputado Eduardo Cunha – deu como aberta a solenidade que vai decidir o futuro do comando geral da Nação brasileira. Saberemos, ainda hoje, se a Presidente Dilma permanece, ou se vai dar lugar ao seu vice-Presidente Michel Temmer (PMDB).

Discursos e debates à parte, a minha dúvida (e de milhares de brasileiros) é esta: “E depois, o que vai acontecer?”

Ficará o Temmer até o final do mandato? Será ele impedido também? E se for, entra o Eduardo Cunha? Meu Deus, salve o Brasil, porque enquanto isso, a conta de luz continua chegando pelos Correiros. Água, telefone, impostos e taxas também. E trabalho mesmo, nada! Empresas fechando as portas; investidores fugindo da incerteza do mercado econômico; produção caindo e PIB despencando.

Ex-vereador de Búzios ataca de “malabari$ta” em ruas de Cabo Frio

adilson_08_01_10Uma cena comum nas ruas de Cabo Frio é aquela de pessoas que tentam ganhar a vida fazendo apresentações artísticas e vendas de produtos da fauna e flora da Amazônia.

Agora, quem anda tentando a vida como artista nas ruas da cidade é o nobríssimo ex-vereador Adilson da Rasa.

Inteligente, versátil e com muitas habilidades mágicas, o ex-edil de Búzios tem atraído bastante curiosos para suas rodas de ilusionismo.

“Nunca vi Búzios assim” – diz comerciante apavorado com movimento na cidade

BÚZIOS continua um marasmo só. Comércio sem movimento, turismo apagado e comerciantes agonizantes.Aliás, os únicos comerciantes felizes são donos de depósitos de carros.

As apreensões de veículos com documentos irregulares estão sendo realizadas diariamente e têm feito a alegria dos donos dos depósitos públicos (privados).

Partidos políticos iguais ralos boca de lobos e Petrobrás vala de escoamento

A farra com o dinheiro público continua.

Limpeza de bueiros no centro (1)A Petrobrás registra em seu Balanço Auditado, um rombo de R$ 6,2 bilhões. A  presidente Dilma Rousseff sancionou a lei orçamentária para este ano, triplicando o volume de recursos do fundo partidário,  de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões.

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou que ‘é um escárnio’ a verba destinada ao Fundo Partidário para 2015.

Mas o Magistrado deve ter esquecido que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou, em 2010, o pagamento de auxílio-moradia a todos os juízes do país no valor de R$ 4.377,73. O benefício é o mesmo previsto para ministros do Supremo Tribunal Federal(STF). Por meio de uma decisão liminar (provisória) do ministro Luiz Fux, da Suprema Corte, todos os juízes federais, estaduais, da Justiça do Trabalho e da Justiça Militar passaram a ter direito à ajuda de custo. O conselho, no entanto, entendeu que a concessão do benefício não é retroativa, ou seja, só valerá a partir da primeira liminar concedida por Fux em favor dos magistrados, no dia 15 de setembro daquele ano.

Assim não dá. Assim o bicho pega.

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Eleições 2014: royalties de petróleo na pauta

RIO NA DISPUTA PELO RIO

Por Carlinhos Gonçalves

Royalties, de novo, no meio do caminho. Não como pedra, mas sim como louros. Moeda de trocas e acertos.

Enquanto o deputado federal Anthony Garotinho (PR/RJ) e o Senador Lindbergh Faria (PT/RJ) se preocupam com as articulações políticas em causa próprias, a banda passa o trem avança, e o seus recorridos amigos de legenda, como numa tocaia, se esforçam para derrubar o veto presidencial, em busca do ouro negro que habita nas profundezas de um mar de interesses pessoais com residência fixa em Nova Iguaçu e Campos dos Goitacazes – ambas as cidades no Estado do Rio de Janeiro.

Os parlamentares representantes do Rio de Janeiro começam a se mobilizarem com a cabeça lá nas eleições de 2014, que, extemporaneamente, começou.

O deputado Federal pelo Partido da República, Anthony Garotinho – histórico adversário do governador Sérgio Cabral – arranca suspiros em defesa dos recursos provenientes dos royalties de petróleo.

O jovem Senador da República, o petista Lindbergh Faria, até então aliado do governador, até livro escreveu sobre a bandeira de “O petróleo é nosso”. Mas ambos se preparam para uma corrida ao Palácio Guanabara sem se dar conta de que governar um Estado como o do Rio, sem os recursos dos royalties é um suicídio.

Garotinho, Lindberg e Cabral, juntos têm no Congresso Nacional a maior bancada política do País. Só o PT tem, dos 513 deputados federais, oitenta e oito. O PR de Garotinho, outros 42. Sem contar a força do PMDB de Cabral e do vice-Presidente da República, que conta com 83 assentos na Câmara dos Deputados em Brasília. Mesmo assim, alguns analistas políticos insistem em dizer que a guerra dos royalties é desleal porque as bancadas de Rio e Espírito Santos é bem menor. Faz sentido, se não levam em consideração o fato de que agora a história é outra. As três maiores forças políticas do estado estão bem com a Presidente da República e somando, seus correligionários são maioria no Congresso Nacional.

Tanto o senador Lindbergh, quanto Garotinho e Cabral têm que atuar: Primeiro, para garantir os recursos para o Rio, depois então pensar nos palanques das próximas eleições. Não adianta se eleger governador de um estado falido e cheio de mega- eventos batendo às portas.

Penso: Lindbergh deveria continuar unido a Cabral e não ficar por aí, batendo na porta dos seus correligionários de outros estados, para pedir apoio partidário e fazer pressão na Presidente Dilma Rousseff. Deve forçar a barra sim, mas para convencer aos colegas e correligionários de que a falência do Rio e Espírito Santos não significa o enriquecimento dos demais estados e cidades brasileiros. Os recursos que farão falta aos cofres do Rio, não serão capazes de enriquecer nem tirar da miséria, cidades falidas pelos próprios negociadores de emendas orçamentárias.

Continuo pensando: o egoísmo de Garotinho bem que poderia dar lugar a uma luta verdadeira e mais solidária com as causas do Estado do Rio de Janeiro. Sem os royalties, governar o Rio será como governar Campos sem o apoio de Rosinha. Aliás, sem Rosinha, a vida de Garotinho é um jardim sem charme e vazio.

Não paro de pensar: Quem manda é o Sérgio Cabral. Ele é o governador. A responsabilidade maior de controlar a insensatez e a cobiça dos pretensos candidatos à sucessão é dele, Cabral.

A articulação política neste momento, penso de novo, deve ser norteada para que todos sejam sentinelas, postados nas portas dos nossos poços de petróleo. Cada um deve convencer os companheiros de partido de que, em primeiro lugar, precisam dos votos deles para não derrubarem o veto presidencial.

Depois então, saiam na porrada – democraticamente e não literalmente – para pedir votos para serem candidatos a candidatos. A união só faz a força, quando adocica os lábios de todos. Sem essa de o meu pirão primeiro, para não queimar a boca e dormir com a barriga vazia.


A Globo sustenta a gana de Roberto Marinho pelo poder

Opinião – O Ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), é a bola da vez nas garras da poderosa Organizações Globo. Só os veículos Globo estão dando ênfase a uma viagem do presidente de honra do partido fundado por Leonel Brizola.

Tudo indica de que seja a perseguidora alma de Roberto Marinho, rondando o brizolismo e tudo o que atravessa no caminho dos interesses globais.

Essa perseguição já vem de longas datas, desde o tempo em que o Dr. Roberto Marinho saía da redação para jogar uma sinuquinha e conspirar contra o Presidente Jango.

No livro Notícias do Planalto, Mário Sérgio Conti relata que “Roberto Marinho conspirou com militares para derrubar o Presidente Jango” e que também espancou um membro da censura antes de colocá-lo para fora da redação do jornal.

A sociedade brasileira sabe que o ex-Presidente Fernando Collor sofreu impeachment por que a Globo do Dr. Roberto Marinho conduziu as investigações ao seu bel prazer.

Por isso, o Ministro Lupi vai ter que rebolar e tomar muito cuidado. A Globo, de uma laranja faz uma limonada e de um monte de boatos faz um tombo.