Diretas já!

Há trinta e dois anos o Brasil pedia Diretas Já. O povo queria votar para Presidente da República para se livrar dos cassetetes do militarismo ditatorial e opressor.

Os personagens, criados pela mídia e pelos partidos políticos, conseguiram cair na graça e nos braços do povo e, ao longo destas três décadas, avacalharam com o bem mais precioso conquistado à duras penas – a DEMOCRACIA.

Comparemos, então, a Democracia com um corpo lindo infestado de células cancerosas. Não queremos que morra nem que seja enterrado, mas também não queremos vê este paciente entregue a tratamentos tão radicais.

O que fazer então? De novo, a mídia, os partidos políticos, o mercado financeiro e até o judiciário já se articulam em grandiosa manobra para dar um jeitinho de acomodar tudo em uma nova CAMPANHA PELAS DIRETAS JÁ.

E aí? O que deve ter por trás das cortinas? A quem interessa ter ou não ter DIRETAS JÁ?

Já temos algum partido decente? Já temos algum candidato honesto 100%? E o eleitor, já aprendeu a votar?

Bem…. vamos vê no que dá.

OFENSA: uma armadilha mortal

O escritor John Bevere fala em seu livro “A isca de satanás” sobre um tema que pode levar uma pessoa à loucura e até à morte – a ofensa.

Eis um pequeno trecho da obra do americano:

” Pessoas ofendidas geralmente produzem muitos frutos, como a dor, a ira, o escândalo, os ciúmes, o ressentimento,as disputas, a amargura, o ódio, e a inveja. Quando damos importância a uma ofensa, algumas das consequências são os insultos, os ataques, as feridas, a divisão, a separação, os relacionamentos quebrados, a traição, e o retorno ao pecado.”

 

Oh democracia, quem te fere, quem te mata?

Liberdade, liberdade, abre as asas sim, Senhor. O maior e supremo direito ao livre arbítrio está garantido a todos independente de raça, cor, gênero, religião, classe social, formação acadêmica e também aos excluídos por uma sociedade gananciosa e corrupta.

Lamentável que este direito garantido por uma aliança de Pai com filhos, tenha sido distorcido pelos próprios beneficiários e transformado a liberdade democrática em uma armadilha diabólica que atrai e traga toda uma sociedade para um sistema infernal e corrosivo.

Aflições em forma de agiotagens oficiais – cartões de créditos e cheques especiais –  tiram o sono daqueles que não conseguem viver sem o vício do consumismo desenfreado e do assédio de uma mídia capitalista mais do que impiedosa.

Cinco meses de trabalho suado por ano, para pagar os impostos que se transformam em subsídios aos mantenedores  da cancerígena corrupção, levam ao caos e à degradação famílias inteiras.

Procurar culpados ou salvadores da Pátria seria perda de tempo, pois,  tanto os corruptos, quanto os corruptores deram início ao grande incêndio que devasta calamitosamente de A a Z as quatro estruturas – física, mental, sentimental e espiritual –  do ser humano no contemporâneo.

Resta então, lamentar que o direito de votar, há muito deixou de ser a principal arma para mudanças. Mas vale bem lembrar, que a maior arma que sempre existiu (e por muitos desprezada), está sempre pronta para aqueles que confiam que seus joelhos podem se dobrar. Por isso, o ideal é para de chorar, se curvar e orar.

“Se uma árvore produz milhões de palitos de fósforos, um palito de fósforo incendeia milhões de árvores”.

Política e Religião se misturam

E ai, Política e Religião, se misturam?Alguns insistem afirmar que são tal qual água e óleo. Que andam lado a lado, mas nunca, juntos e misturados. Outros apostam numa mistura tipo massa com fermento. Aquela que faz o pão da multiplicação e ao mesmo tempo, o “pão que o diabo que amassou”.

É comum no Brasil, políticos se infiltrarem em religiões alheias  para cearem com líderes espirituais os manjares dos deuses. Nem temem o verdadeiro Deus  chefe do Estado Laico.

Assim,  outros acreditam que política e religião são apenas trampolins recíprocos e inseparáveis. Uma forma de toma lá da cá.

Estando congregando numa religião, ou não, o sujeito se sente apto a ingressar no inferno político com a proteção Divina. Mas é lá (na política) que está  todo mal, toda sacanagem de braços abertos a sorrir para pastores padres e pais de santo.

Como agrados, dizimam fortunas arrancadas sem piedade dos cofres públicos. Ofertam o que não é deles e prometem o céu e a terra.

Na Religião desespiritualidzada, da mesma forma, estão homens de braços abertos esperando as ofertas que o pernicioso mundo político pode oferecer.

Então daria até para afirmar que Política e Religião vivem mesmo “juntos e misturados”,  mas na receita deste bolo, falta acrescentar Ética, Respeito, Honestidade e AMOR.

Ou então, convivamos eternamente vendo  oferendas e propinas residirem no mesmo gazofilaço. Lavando (sujando) assim, a alma de políticos e religiosos.